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Lucros do Santander Totta sobem 5% para 276 milhões de euros

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Lucros do Santander Totta sobem 5% para 276 milhões de euros

O Santander Totta verificou um crescimento de 4,6% dos lucros, que se fixaram em 276 milhões de euros no primeiro semestre deste ano.

Roberto Pocaterra Pocaterra

O banco registou uma quebra do negócio bancário “core” (margem financeira), mas conseguiu um crescimento das operações financeiras que mais do que a compensou. Também a quebra dos custos ajudou.

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O banco “continua a crescer de forma saudável e sustentável”, declarou Pedro Castro e Almeida, presidente executivo da instituição financeira. A rendibilidade sobre os capitais próprios (ROE) subiu de 13,2%, em junho de 2018, para 13,4%, um ano depois

Dívida ajudou A margem financeira do banco caiu 3,5%. Este indicador corresponde à diferença entre juros recebidos em créditos concedidos e juros pagos em depósitos. Estava nos 428,7 milhões de euros no primeiro semestre

Já as comissões líquidas somaram 5,8% para 192,8 milhões, “fruto do bom desempenho das comissões de meios de pagamento, seguros e crédito”

Mas a grande ajuda veio dos resultados em operações financeiras, que mais do que duplicaram para 99,8 milhões, neste caso em resultado da gestão das carteiras de dívida pública e privada

Na soma destas rubricas, o produto bancário cresceu 7,5% para 708,1 milhões

“Os custos operacionais reduziram-se em 3,2%”, caindo tanto nos gastos gerais como nos custos com pessoal, subindo as amortizações. “O que, conjugando com a dinâmica das receitas, situou o rácio de eficiência em 42,8%, uma redução de 4,7 pontos percentuais face ao período homólogo”, diz o comunicado de resultados

Crédito cai 4% nas empresas “A carteira de crédito totalizou 40,6 mil milhões de euros, uma redução de 2%, resultado da venda de créditos não produtivos”, acrescenta o mesmo documento. A particulares, os empréstimos cresceram 0,3% para 21,6 mil milhões, enquanto o crédito a empresas cederam 4% para 18,3 mil milhões

Quanto à qualidade dos créditos, o rácio de exposições não produtivas (NPE), onde se integra o crédito malparado, caiu de 4,9%, em junho de 2018, para 3,3%, em junho passado

“É nossa expectativa que o rácio continue a reduzir, embora não de forma tão significativa. O nosso negócio também é gerir risco, não é ter risco zero. A carteira de malparado estar nestes níveis é muito bom”, lembrou Castro e Almeida

Já os recursos de clientes subiram 4,5% para 41,9 mil milhões de euros, com os depósitos a somarem 4,4% para 34,9 mil milhões, mas também registando-se crescimento nos recursos fora de balanço, como fundos de investimento e seguros

(Notícia atualizada com mais informações às 12.27)